sábado, 26 de março de 2011

Encontro das Fiandeiras-Guarda-Mor-MG

Mulheres fadas existem, elas são reais. Assim como, diversos tipos de seres habitam a Terra e fazem parte da Raça Humana, as mulheres fadas também convivem conosco, muitas vezes sem que elas mesmas saibam quem são. E assim como uma mulher fada, Dona Ana,mulher batalhadora teceu o encontro das mulheres fiandeiras. Nas primeiras horas da manhã chegaram cantando os mais belos versos que já ouvi.

Com mãos de fada o algodão foi se transformando em arte, uma expressão sincera do espírito das mulheres maravilhosas que por ali passaram.A cantoria do trabalho, realizado em mutirão, ajudava a marcar o ritmo e o movimento de fiar o algodão.

Em conversa com algumas mulheres que ali estavam pude perceber que a arte de fiar era uma atividade praticada desde cedo pelas mulheres da família, isto é, um trabalho feminino, desenvolvido ao longo das gerações. Segundo elas a arte de tecer era passada de mãe para filha desde os primeiros anos de vida. Esta atividade era utilizada como fonte de renda para o sustento da família. Dona Abadia, uma das artesãs relatou que havia o momento dos trabalhos coletivos, chamada de Traição, onde a dona da casa recebia a visita de várias outras mulheres que se achegavam para uma produção em maior escola e isto acontecia principalmente nos períodos de casamentos.Estes momentos eram chamados de “Mutirão das Fiandeira”. As mulheres ali presentes fizeram questão de ressaltar que a arte de fiar para elas representava não só trabalho mas também um lazer, por isso esta atividade era embalada por músicas.

Parabéns pelo trabalho de resgate da cultura popular e de identidade cultural  a todos aqueles que contribuíram para tornar visível e permanente o trabalho destas maravilhosas artesãs. Isto certamente contribuirá para que esta arte popular não desapareça e se torne cada vez mais uma importante expressão da cultura da comunidade.




 

sexta-feira, 11 de março de 2011

UMA NOTÍCIA QUE NOS ENTRISTECE.

MINUTO DE SILÊNCIO!

Dia 01/03/2011 os deputados federais mostraram a cara e não votaram o projeto de lei FICHA LIMPA. Para quem não sabe, ontem foi rejeitada a votação, na Ordem do Dia da Câmara Federal, o Projeto de Lei FICHA LIMPA, que impede a candidatura a qualquer cargo eletivo, de pessoas condenadas em primeira ou única instância ou por meio de denúncia recebida em tribunal – no caso de políticos com foro privilegiado – em virtude de crimes graves como: racismo, homicídio, estupro, tráfico de drogas e desvio de verbas públicas.
A IMPRENSA FOI CENSURADA E ESTÁ IMPEDIDA DE DIVULGAR! PORTANTO, VAMOS USAR A INTERNET PARA DAR CONHECIMENTO AOS OUTROS 198.000.000 DE BRASILEIROS QUE OS DEPUTADOS FEDERAIS TRAÍRAM O POVO!!!

Aniversário de Guarda-Mor

No dia 01 de março do corrente ano Guarda-Mor completou 48 anos de emancipação política.O processo de ocupação luso-brasileiro da região teve início com as expedições que cruzaram a atual região do Alto Paranaíba e do Noroeste de Minas atingindo o futuro distrito de Goiás no final do século XVI, mais tarde em 1673 houve duas famosas expedições que fizeram descobertas auríferas. Espalhando-se as boas novas da Minas de Goiás, mineradores e comerciantes da Capitania das Minas Gerais começam a se deslocar rumo ao oeste por muitas rotas e caminhos. O governo português decide em 1729 abrir uma única estrada para ligar Minas a Goiás, que será conhecida como Picada de Goiás. As cidades que surgiram nesta região evoluíram graças à abertura dessa picada. O atual município de Guarda-Mor estava na rota do caminho antigo denominado “Pica de São João Del-Rei,” aberto em 1737.

Com a abertura dos caminhos, foram concedidas sesmarias e um grande contingente humano começou a se deslocar tentando a sorte nas terras do Paracatu, passando pelas terras do atual município de Guarda-Mor. Para facilitar a fiscalização do contrabando de ouro naquelas paragens, reza a tradição de que ao pé do Chapadão dos Pilões, teria sido instalado um posto de fiscalização do ouro transportado para Uberaba. Fato corrente nas estradas de todo o território das minas, estes postos eram em geral gerenciados por um “guarda-mor”. Daí de depreende uma possível interpretação do topônimo do município.

Este posto de fiscalização cumpria também a função de rancho de tropas e hospedaria. No primeiro quartel do século XIX, SAINT-HILARE teria ali pernoitado, em sua viagem a província de Goiás: ...parei numa fazenda que tinha o nome de Guarda-Mor. Chama-se assim não por causa de seu atual dono e sim porque o seu primeiro proprietário tinha sido guarda-mor, pois a maioria das fazendas é batizada pela pessoa que a construiu... A partir dessa primitiva fazenda, com o tempo, surgiram ali casas de morada, estabelecimentos comerciais, uma capela, fazendo assim florescer o arraial. As terras para a edificação da capela Santa Rita fora doadas, segundo Caetano de Faria, pelos moradores locais em 1848, conforme Termo de Doação: ...eu José Maria Caldeira e minha mulher Anna Francisca Ribeiro, entre os bens de que somos senhores e possuidores livres e desembargados é bem assim, uma porção de campos que damos a Senhora Santa Rita, para uma capela que vamos edificar nesta fazenda do Guarda-Mor...

O arraial se consolidou inicialmente, em torno desta Capela permanecendo como parte do território de Paracatu. Em 1871, pela Lei nº 1837 de 10 de outubro, criou-se a Paróquia de Santa Rita dos Impossíveis de Guarda-Mor, desmembrando-se da Freguesia de Santo Antônio do Paracatu. Esta lei foi suprimida a 14 de novembro de 1873 e reabilitada pouco tempo depois. A época da criação do distrito de Vazante, em 1938, Guarda-Mor (então pertencente a Paracatu) cede parte de seu território. Quando Vazante eleva-se a categoria de município, em 1953, Guarda-Mor a integrá-lo. Somente em 1º de março de 1963, torna-se município.

Com a construção de Brasília, no final da década de 1950, a expansão agrícola para o centro-oeste, foram fatores importantes para o desenvolvimento do Noroeste e conseqüentemente para Guarda-Mor, intensificando o povoamento da região e na segunda metade do século XX, observa um aumento da população, acontecendo diversas benfeitorias na infra-estrutura urbana.
Mediante a proximidade da data do aniversário da cidade com as festividades do carnaval os organizadores resolveram fazer as festividades no dia 04 de março que culminou com o desfile, o tradicional bolo de aniversário de 48 metros e show logo após. O desfile mesmo debaixo de uma chuva muito forte foi belíssimo. Patrocinado pela Prefeitura Municipal e organizado com muito  esmero  pelos grande profissionais da educação deste município e por outras entidades locais. Parabéns a todos os educadores, pais, alunos, administração atual e comunidade local.